27 julho 2010

Amor Virtual


(02:00 AM) Sala de bate-papo, local comum para conhecer pessoas novas em busca de um amor que nunca existirá. Um homem de meia idade, desempregado e repleto de frustrações apelida-se de: Sedutor a Moda Antiga e derrepente encontra uma mulher que se auto-nomeou como: Amorosa. Amorosa acaba de expulsar o marido de casa e não consegue sustentar uma boa relação com os filhos.

Ambos precisam encontrar alguém que possa entender e solucionar os problemas que estão passando. Será que alguém assim existe? Se não estamos aptos a resolver nossas questões pessoais, é justo jogar este peso para outra pessoa? Sempre estamos em busca de alguém para culpar se no fim nada der certo, quem nunca ouviu um: Por que você não me avisou?

A conversa pelo visto não foi "das melhores"!

(Pensando: Amorosa? Deve estar cheia de amor para dar! Yes! Preciso tirar esse atraso! Vou ser direto.)
H: Olá! Vamos nos conhecer?

(Pensando: Sedutor? Uhmm... a moda antiga? Difícil de encontrar um assim hoje em dia. Será que ele é feio?)
M: Claro! Você é de onde?

(Pensando: Será que ela é mais velha? Não posso deixar a desejar... vou tentar impressina-lá. Falo a verdade? Não! Vou dar uma camuflada... se esquentar eu me explico...)
H: Brooklin. E você?

(Pensando: Perto daqui! Será que ela é jovem? Preciso de uma foto minha. Acho melhor esperar... vou mandar uma em que eu estva mais novo.)
M: Alto de Pinheiros. Idade?

(Pensando: 42. Melhor abaixar a primeira casa... mulher gosta de um garotão!)
H: 38

(Pensando: Experiente mas ainda é vigoroso! Perfeito! Preciso ver como ele é!)
M: Interessante...

(Pensando: Mandei bem! Quero só saber se está gasta ou ainda tem vida útil...)
H: E você?

(Pensando: Nunca pergunte a idade de uma mulher! Coitado... deve estar curioso.. vou enrrolar um pouco...)
M: Eu?

(Pensando: Ihhh! Ai tem bomba!)
H: Sim, pode falar a idade?

(Pensando: Muito cauteloso, hein! Vou provocar mais um pouquinho!)
M: Qual idade?

(Pensando: Conversa estranha... acho melhor eu procurar outra coisa...)
H: Como assim?

(Pensando: Quer que eu desenhe? )
M: Nós temos duas idades. A física e a mental!

(Pensando: Essa ai deve ser analitica, psicologista, psicopata, frustada... sei lá... parece interessante.. quanto mais mistério melhor!)
H: rs... Sim. Mas qual é a sua idade física?

(Pensando: Ai! Falei)
M: 47

(Pensando: 47? Solteirona ou Chutada? Panela velha faz comida boa... vamos continuar por enquanto... se a Xuxa tem 50 e tá em cima...)
H: Bacana!

(Pensando: Agora o teste da verdade. Será que é um imbecíl ou está apenas cauteloso?)
M: Não quer saber a outra?

(Pensando: Essa ai é fácil!)
H: ah! Sim!

(Pensando: Quanto mais vivida melhor! Vou mostrar como sou controlada e segura)
M: 70!

(Pensando: 70?! Será que ela lembra o nome e o endereço? Melhor tomar cuidado... última chance!)
H: Isso é bom?

(Pensando: Cretino!)
M:  Depende do que você gosta. Prefere uma novinha ingênua ou uma experiente ?

(Pensando: Novinha é claro!)
H: Uma mulher madura é sempre bom!

(Pensando: Arrasei! Quero ver como ele é! Vou ser direta!)
M: Está solteiro?

(Pensando: Nossa que fácil!)
H: Solteirissímo!

(Pensando: Preciso conferir a mercadoria...)
M: Como você é? 

(Pensando: Feio, barrigudo e frustrado)
H: Moreno, 1.78, Braços largos e corpo bem tratado. E você?

(Pensando: Ui! Tudo que eu pedi a Deus! Eu? Divorciada! Gorda! Infeliz... Calma! Vou dizer que faço ginástica...)
M: Ruiva, 1.58, Pratico corrida no Ibirapuera 3x por semana.

(Pensando: Atleta! Boa! Tem resistência! Vou explorar mais!!!)
H: Tem foto?

(Pensando: Deus! Qual foto eu mando? Ah! Já sei! Vou mandar a da minha formatura da 2ª faculdade)
M: Claro! (Enviando a foto...)

(Pensando: Vem belezinha! Deixa eu te ver!)
H: (Foto carregada...) Belissíma!

(Pensando: Pena que eu engorde 25 quilos e estou acabada)
M: (Recebendo foto...) Nossa que pãozinho!

(Pensando: É... meu primo é bem saúdavel... agora eu... pelo menos somos parecidos... vai dar para enganar)
H: Pãozinho? Há tempos que não ouço isso...

(Pensando: Está me chamando de velha?)
M: Cretino!

--------- Fim da conexão ----------



Mansão vs. Barraco


Anderson é o caçula de 05 filhos componentes da Família Gonçalves. Moram em um pequeno "barraco" feito com tábuas de madeira de demolição e placas de mdf encontradas no lixão. A vida humilde é perceptível nos olhos de cada filho e muito mais no abatimento de seus pais.


Jonas é filho único do casal Diniz. Moram em uma esplêndida casa, herança da família do pai que mantém um remoto e irrelevante título de nobreza oriundo da coroa portuguesa.

A vida destes jovens nunca se cruzará, porém ambos tem muito em comum. Seus desejos e questionamento são os mesmo. Quem eu sou? O que vim fazer aqui? Como devo seguir minha vida? A verdade é o que me é dito? Dentro de suas realidades estas perguntas sempre afloram em suas mentes durante o tédio e a incerteza sobre a vida.

Um tem tudo e o outro não tem nada! Muitos analisaram a situação desta maneira: Um tem dinheiro, família nobre, oportunidades de educar-se e conhecer as maravilhas que o mundo têm a nos mostrar. Já o outro é pobre, precisa de pouco para sobreviver e nunca será alguém na vida não sabendo escrever nem o próprio nome.

O que realmente é importante? Será que a vida é digna somente com os que têm?

As aparências enganam sim! Quem não conhece o íntimo de cada rotina familiar cria um julgamento sobre ambas. Mas não podemos tampar o Sol com a peneira sempre.

De que adiantaria ter uma bela casa, um título social, boa educação e não saber o que é ser amado por seus pais? É justo dividir um cômodo com mais seis familiares e passar por todas as humilhações que um ser humano pode ser submetido?

Muitas vezes as mansões, fazendas e grandes propriedades servem de fuga para seus moradores. Seus imensos quartos e ambientes permitem que estranhos dividam o mesmo teto sem ter que suportar e conviver com os outros.

É justo?

Nem sempre o correto é injusto. Mas o errado é sempre justo.

É preciso ensinar as pessoas a amar e mostrar que a união entre os homens pode fazer com que permaneçam juntos e amparados em qualquer situação.

Na reta final da vida ao fazer uma retrospectiva e rever suas escolhas e conseqüências, somente quem descansa em paz independente do que se tornou teve amor. Os outros são esquecidos e apodrecem sem deixar rastros, saudades e lembranças.

Nascimento = Preparação para a Morte

Nascer
40 semanas = 09 meses.



Um filho passa 280 dias no ventre materno sendo "montado". Uma célula ovo começa a dividir seu material genético criando outras idênticas que passam a fazer o mesmo.

Um impulso vital é o que da partida a criação de mais um corpo através da "receita genética" misturada por seus pais.
É tão bonito imaginar como são os primeiros momentos da vida. Seria bom se pudéssemos lembrar como era, quais sensações, medos e incertezas sentíamos.
Será que já amávamos? Nossa consciência existia?
Ao nascer somos cuidados, amados e instruídos a repetir a história de nossos pais.
Começamos a consumir, gostar, detestar e querer! Passamos a dedicar nosso tempo e energia ao material. Para onde se foi a vida que por um simples impulso construiu um homem?

A geração de uma feto é um presente! Porém, são perceptivas semelhanças com uma linha de produção para automóveis. 
As peças são fixadas, soldadas e testadas. Os testes de qualidade são feitos periodicamente e precauções para evitar um "recall" são sempre tomadas.

Ao adquirir um veículo, você perde 15% do valor pago ao sair da loja. Tem despesas com seguros, impostos e combustíveis.
Vive com medo e insegurança esperando que alguém danifique ou roube o seu bem.

Bem = Património = Amor = Querer Alguém Bem?

Quando vende um carro, procura um melhor com mais acessórios, melhor desempenho e economia. Trocamos facilmente!

Vivemos como automóveis. Somos gerados e vendidos para o mundo. Muitas vezes somos "felizes´", mas alguns nem sempre tem a mesma sorte.

Na barriga da mãe, o tempo não é um problema, as preocupações e relações pessoais não tornam-se martírios e o futuro não preocupa. Estamos seguros e alimentados.

Buscamos pelo resto da vida retornar ao ventre da mãe. Querendo o conforto, a segurança e a falta de preocupação com o futuro.



Ou uma bela aposentadoria...