27 julho 2010

Mansão vs. Barraco


Anderson é o caçula de 05 filhos componentes da Família Gonçalves. Moram em um pequeno "barraco" feito com tábuas de madeira de demolição e placas de mdf encontradas no lixão. A vida humilde é perceptível nos olhos de cada filho e muito mais no abatimento de seus pais.


Jonas é filho único do casal Diniz. Moram em uma esplêndida casa, herança da família do pai que mantém um remoto e irrelevante título de nobreza oriundo da coroa portuguesa.

A vida destes jovens nunca se cruzará, porém ambos tem muito em comum. Seus desejos e questionamento são os mesmo. Quem eu sou? O que vim fazer aqui? Como devo seguir minha vida? A verdade é o que me é dito? Dentro de suas realidades estas perguntas sempre afloram em suas mentes durante o tédio e a incerteza sobre a vida.

Um tem tudo e o outro não tem nada! Muitos analisaram a situação desta maneira: Um tem dinheiro, família nobre, oportunidades de educar-se e conhecer as maravilhas que o mundo têm a nos mostrar. Já o outro é pobre, precisa de pouco para sobreviver e nunca será alguém na vida não sabendo escrever nem o próprio nome.

O que realmente é importante? Será que a vida é digna somente com os que têm?

As aparências enganam sim! Quem não conhece o íntimo de cada rotina familiar cria um julgamento sobre ambas. Mas não podemos tampar o Sol com a peneira sempre.

De que adiantaria ter uma bela casa, um título social, boa educação e não saber o que é ser amado por seus pais? É justo dividir um cômodo com mais seis familiares e passar por todas as humilhações que um ser humano pode ser submetido?

Muitas vezes as mansões, fazendas e grandes propriedades servem de fuga para seus moradores. Seus imensos quartos e ambientes permitem que estranhos dividam o mesmo teto sem ter que suportar e conviver com os outros.

É justo?

Nem sempre o correto é injusto. Mas o errado é sempre justo.

É preciso ensinar as pessoas a amar e mostrar que a união entre os homens pode fazer com que permaneçam juntos e amparados em qualquer situação.

Na reta final da vida ao fazer uma retrospectiva e rever suas escolhas e conseqüências, somente quem descansa em paz independente do que se tornou teve amor. Os outros são esquecidos e apodrecem sem deixar rastros, saudades e lembranças.

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